Sabem como é bom, quando, no decorrer das nossas vidas atarefadas e stressantes paramos um pouco? Acabei de chegar de Fátima à um par de horas, mas ainda sinto aquele clima no ar. Mas que raio de energia move aqueles milhares de pessoas todos os dias, todas as horas? Fátima tornou-se um local extremamente importante para todos aqueles que, mesmo sendos Ateus, não conseguem negar que algo de magestoso e sublime acontece a toda a hora. Ver todo aquele mar de pessoas prostrando-se a algo que no seu interior fala mais alto. Ver os rostos da alegria, da tristeza, da busca. O que procuram?
O que acontece em Fátima é algo de mágico, algo especial. Basta chegar aos limites do Santuário para perceber isso.
Pessoas iguais a nós que também resolveram parar um pouco ( talvez para cumprir uma promessa, provavelmente) , deixar as suas vidas angústiadas, problemas, preocupações de lado e rezar, agradeçer..
Já fui várias vezes a Fátima. Mas desta vez foi especial. Fomos 23 pessoas a caminhar durante 21 Km desde a estação ferroviária de Fátima até ao Santuário. Demorámos cerca de 7 horas, mas no final começamos a perceber o que move as pessoas que fazem centenas (algumas até milhares) de kilómetros. Porque ir a Fátima de carro ou de autocarro não é a mesma coisa. Sabem como é, quando depois de muito esforço e perseverança alcançamos o que pretendemos? Algo move todas estas pessoas. Algo de Fé. De muita fé.
domingo, setembro 26, 2004
sábado, setembro 11, 2004
11 de Setembro - 3 anos depois..
Torre Norte
O avião que embate nesta torre, penetra por completo no centro da mesma, onde explode. A situação no interior dos pisos afectados pelo embate é de muito fumo - o que significa pouco fogo. Um pormenor que poderá ser confirmado por qualquer bombeiro. O combustível existente no avião ardeu num espaço de segundos (como se verificou pela bola de fogo no momento do embate). As restantes torneiras intactas no sistema de rega anti-incêndio no WTC, que reage a fumo e não a temperaturas, são disparadas pelo controlo central e molham o interior dos pisos.
O primeiro avião embate directamente nos pilares centrais da Torre Norte, porque penetra num ponto centralizado.
Torre Sul
O avião com rumo à Torre Sul quase falha a mesma. Embate perto da esquina à sua direita e respectivamente é a destruição. O combustível libertado destroi a fachada à direita do ponto de embate. Grande parte do combustível arde portanto fora do imóvel.
Conclusão
Segundo a explicação oficial, a Torre Norte deveria caír primeiro. Os pilares principais e indispensáveis à estabilidade das torres encontravam-se no centro das mesmas, ou seja, teriam ficado danificados pelo avião (o primeiro). Outro motivo, e ainda segundo a explicação oficial, seria o facto de a Torre Norte estar a arder há mais tempo. Os pilares estavam, por isso, há mais tempo expostos às temperaturas do incêndio.
Primeiro, porém, cai a Torre Sul, onde o segundo avião embate perto da esquina e cujo fogo no interior era, obviamente, menos intensivo...
O avião que embate nesta torre, penetra por completo no centro da mesma, onde explode. A situação no interior dos pisos afectados pelo embate é de muito fumo - o que significa pouco fogo. Um pormenor que poderá ser confirmado por qualquer bombeiro. O combustível existente no avião ardeu num espaço de segundos (como se verificou pela bola de fogo no momento do embate). As restantes torneiras intactas no sistema de rega anti-incêndio no WTC, que reage a fumo e não a temperaturas, são disparadas pelo controlo central e molham o interior dos pisos.
O primeiro avião embate directamente nos pilares centrais da Torre Norte, porque penetra num ponto centralizado.
Torre Sul
O avião com rumo à Torre Sul quase falha a mesma. Embate perto da esquina à sua direita e respectivamente é a destruição. O combustível libertado destroi a fachada à direita do ponto de embate. Grande parte do combustível arde portanto fora do imóvel.
Conclusão
Segundo a explicação oficial, a Torre Norte deveria caír primeiro. Os pilares principais e indispensáveis à estabilidade das torres encontravam-se no centro das mesmas, ou seja, teriam ficado danificados pelo avião (o primeiro). Outro motivo, e ainda segundo a explicação oficial, seria o facto de a Torre Norte estar a arder há mais tempo. Os pilares estavam, por isso, há mais tempo expostos às temperaturas do incêndio.
Primeiro, porém, cai a Torre Sul, onde o segundo avião embate perto da esquina e cujo fogo no interior era, obviamente, menos intensivo...
11 de Setembro - 3 anos depois
Faz hoje 3 anos. Na altura, estava em casa a ver televisão, quando de súbito todos os canais interromperam as emissões. Na altura fiquei um pouco chocado e lembro-me de ter enviado uma seríe de sms a dizer " liga a televisão numa estação kk!". O que é facto é que milhões de pessoas acompanharam as imagens televisivas da CNN no dia 11 de Setembro de 2001. E seja permitido perguntar: haverá quem não tenha imaginado, na altura, duas torres gigantescas a tombarem e a matarem sob si muitos milhares de pessoas que se encontravam nos imóveis vizinhos e nas ruas?
Mas é precisamente isso que, no entender de peritos, nunca teria acontecido, se o embate de dois aviões tivesse sido o único acontecimento. E até aquilo que aconteceu também surpreendeu os mais entendidos, porque as torres tinham sido projectadas e construídas de modo a resistirem a um acontecimento como o de 11 de Setembro.
Normal teria sido, que o bloco de pisos acima do ponto de embate dos aviões tivesse derruído e tombado para o lado da fachada mais destruída, ou seja, neste caso, a fachada por onde tinham entrado os aviões. As torres, porém, caiem como uma das célebres torres feitas com cartas e quando se tira uma do meio.
Igualmente parte do projecto de construção era a condição de os vários elevadores funcionarem durante incêndios. Está provado que alguns dos elevadores funcionaram ainda depois do embate dos aviões. Não existe melhores provas do que as poucas pessoas que assim se salvaram dos pisos sobre o ponto de embate. Este aspecto é importante, porque se, segundo a explicação oficial, as temperaturas no interior das torres dilatou os pilares de aço, como explicar então as afirmações de vários testemunhas, que dizem ter descido pelos elevadores?
Facto é, que as torres em si mantêm-se. Torre Norte: hora de embate 08:45; queda às 10:25. Torre Sul: hora de embate 09:03; queda às 10:07 - o que prova, que o arquitecto cumpriu com o que disse...
No mencionado relatório oficial, (sim, porque há sempre necessidade de fazer relatórios) a temperatura do combustível em chama aqueceu os pilares de aço e a dilatação dos mesmos originou a destruição. O Mundo, num compreensível estado de choque, aceitou incondicionalmente esta declaração.
Segundo sei, o combustível usado nos aviões atinge temperaturas entre os 600 e 950 graus C. Para afectar pilares de aço assim como foi dito na explicação oficial, seriam necessárias temperaturas entre os 1.100 e 1.400 graus C. No caso dos pilares centrais no WTC, seriam necessárias temperaturas de 1.800 graus. As temperaturas não dependem da quantidade do combustível. Ou seja, uma quantidade maior de combustível arde mais tempo, mas não atinge por isso temperaturas mais altas...
Segundo sei, o combustível usado nos aviões atinge temperaturas entre os 600 e 950 graus C. Para afectar pilares de aço assim como foi dito na explicação oficial, seriam necessárias temperaturas entre os 1.100 e 1.400 graus C. No caso dos pilares centrais no WTC, seriam necessárias temperaturas de 1.800 graus. As temperaturas não dependem da quantidade do combustível. Ou seja, uma quantidade maior de combustível arde mais tempo, mas não atinge por isso temperaturas mais altas...
sexta-feira, setembro 10, 2004
Lembra-te que..
Caminha placidamente entre o ruído e a pressa. Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio.
Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos.
Diz a tua verdade quietamente, claramente.
Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar.
Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito.
Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu.
Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos.
Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde; pois é o tesouro da tua vida.
Sê prudente nos teus negócios, porque no mundo abundam pessoas sem escrúpulos.
Mas que esta convicção não te impeça de reconhecer a virtude; há muitas pessoas que lutam por ideais formosos e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu mesmo. Sobretudo, não pretendas dissimular as tuas inclinações. Não sejas cínico no amor, porque quando aparecem a aridez e o desencanto no rosto, isso converte-se em algo tão perene como a erva.
Aceita com serenidade o cortejo dos anos, e renuncia sem reservas aos dons da juventude.
Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas.
Mas não inventes falsos infortúnios.
Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão.
Sem esqueceres uma justa disciplina, sê benigno para ti mesmo. Não és mais do que uma criatura no universo, mas não és menos que as árvores ou as estrelas: tens direito a estar aqui.
Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida.
Apesar das tuas falsidades, das tuas lutas penosas e dos sonhos arruinados, a Terra continua a ser bela.
Sê cuidadoso.
Luta por seres feliz.
(Inscrição datada do ano de 1692. Foi encontrada numa sepultura, na velha igreja de S. Paulo de Baltimore - hoje já não se pensa que seja esta a origem, mas assim é mais bonito...)
Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos.
Diz a tua verdade quietamente, claramente.
Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar.
Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito.
Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu.
Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos.
Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde; pois é o tesouro da tua vida.
Sê prudente nos teus negócios, porque no mundo abundam pessoas sem escrúpulos.
Mas que esta convicção não te impeça de reconhecer a virtude; há muitas pessoas que lutam por ideais formosos e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu mesmo. Sobretudo, não pretendas dissimular as tuas inclinações. Não sejas cínico no amor, porque quando aparecem a aridez e o desencanto no rosto, isso converte-se em algo tão perene como a erva.
Aceita com serenidade o cortejo dos anos, e renuncia sem reservas aos dons da juventude.
Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas.
Mas não inventes falsos infortúnios.
Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão.
Sem esqueceres uma justa disciplina, sê benigno para ti mesmo. Não és mais do que uma criatura no universo, mas não és menos que as árvores ou as estrelas: tens direito a estar aqui.
Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida.
Apesar das tuas falsidades, das tuas lutas penosas e dos sonhos arruinados, a Terra continua a ser bela.
Sê cuidadoso.
Luta por seres feliz.
(Inscrição datada do ano de 1692. Foi encontrada numa sepultura, na velha igreja de S. Paulo de Baltimore - hoje já não se pensa que seja esta a origem, mas assim é mais bonito...)
quinta-feira, setembro 09, 2004
Bebé Vegetal?
Os pró-aborto evitam falar sobre o bebé antes de nascer e, quando o fazem, falam dele como se fosse uma pedra amorfa que magicamente ganha características de pessoa mal nasce (ou mal atinge a viabilidade, ou às doze semanas, ou qualquer uma dessas metas arbitrárias tão ao gosto dos defensores do aborto).Na verdade o bebé que os pró-aborto descrevem aparece como algo destituído de inteligência, de personalidade, de intencionalidade, de psicologia, que está numa cápsula algures em Cefeu ou Orionte, onde nada - rigorosamente nada!- há para explorar e, portanto, o bebé vive num longo bocejo: tal como se fosse um vegetal.Este tipo de atitude é vital para os pró-aborto, uma vez que a mãe só poderá ter direito a abortar em qualquer caso se o bebé não tiver direito à vida em caso nenhum. Há pois que criar a imagem de um bebé desumanizado, reduzido à condição de apêndice, massa de células, parasita ou vegetal.A título de exemplo, quando perguntaram a um defensor do aborto da nossa praça se ele tinha consciência de que o aborto destruía uma vida, ele respondeu que "uma couve também é vida".Mas há muitos exemplos mais. Um slogan muito vulgar nos EUA diz que "a gravidez é uma doença transmitida por via sexual"; ou, se se quiser, "a gravidez é uma doença venérea". Portanto, não temos um bebé, um ser-humano, uma pessoa, mas uma vida semelhante à vida do Herpes ou ao vírus da SIDA.Sobre isto tudo há duas coisas a dizer: (i) Do ponto de vista científico, nem os bebés antes de nascer são os vegetais que os pró-aborto desejavam nem os bebés depois de nascer ficam substancialmente diferentes do que eram uns momentos (ou semanas, ou meses) antes: o bebé está num processo de envelhecimento como qualquer um de nós. (ii) Do ponto de vista filosófico, ainda que os pró-aborto tivessem razão na descrição do bebé-vegetal, isso não faria do bebé uma "não-pessoa", potencialmente executável. No que se segue interessa-nos o ponto (i). O leitor interessado no ponto (ii) deverá consultar, nas páginas de Internet dos Juntos pela Vida, a secção "Artigos sobre o problema de o que é a "pessoa"", ou o livro "The Moral Question of Abortion" em http://www.ohiolife.org/mqa/toc.htm , especialmente, os capítulos 6 e 7.Seguem-se, pois, alguns apontamentos do bebé na sua vida intra-uterina para que se possa apreciar até que ponto esse bebé é um vegetal."Há onze anos, quando estava a dar uma anestesia por causa de uma gravidez ectópica que rompeu a trompa (aos dois meses), tive oportunidade de ver aquilo que creio ter sido o mais pequeno ser-humano alguma vez visto. Dentro da bolsa de líquido amniótico (que estava intacta) um rapaz nadava com extremo vigor. Este minúsculo ser-humano estava perfeitamente desenvolvido e tinha longos dedos de dactilógrafo. A sua pele era quase transparente e as artérias e veias delicadas eram proeminentes na ponta dos dedos. O bebé estava cheio de vitalidade e nadava toda a bolsa, aproximadamente, uma vez em cada segundo, com braçadas de nadador experiente. Este rapazinho não se parecia de forma alguma com as fotografias e desenhos de embriões que eu até aí tinha visto. Tão pouco ele se parecia com os embriões que tenho visto desde então: obviamente, porque este estava vivo." (Cf. P.E. Rockwell, M.D., Director of Anesthesiology, Leonard Hospital, Troy, New York, U.S. Supreme Court., Markle vs. Abele, 72-56, 72-730, p. 11, 1972.)Em Fevereiro último pretendeu-se LIBERALIZAR a morte de bebés QUATRO semanas mais velhos que este. Quatro semanas mais velhos que um rapazinho cheio de vitalidade e que nada com braçadas de nadador experiente...PERSONALIDADEA personalidade e muitos traços psicológicos começam a definir-se antes do nascimento:"Em última análise a forma como ele se vê a si próprio e, consequentemente, age como uma pessoa triste ou alegre, agressiva ou ponderada, segura ou ansiosa, depende, em parte, da leitura que ele fez de si próprio dentro do útero".(Cf. T. Verney & J. Kelly, The Secret Life of the Unborn Child, Delta Books, 1981, p. 12)"O risco de dar à luz um filho com problemas físicos e psicológicos aumenta 273% nas mulheres que têm um casamento infeliz."(Cf. T. Verney & J. Kelly, The Secret Life of the Unborn Child, Delta Books, 1981, p. 49)"Já sabemos que o tecido nervoso do embrião está aberto à comunicação com a mãe via certos compostos químicos do cérebro chamados "neurotransmissores". Esta descoberta tem imensas implicações. Significa que o estado emocional da mãe pode afectar o seu bebé PRATICAMENTE DESDE A CONCEPÇÃO. Mesmo antes de o bebé conseguir ouvir dentro do útero, ou pensar conscientemente, ele é capaz de sentir uma discórdia entre os seus pais. Se a mãe está permanentemente tensa ou agitada, o ambiente do filho vai estar constantemente inundado pela bioquímica do medo, da hostilidade, da angústia ou da zanga."(Cf. Shettles & Varick, Rites of Life, Grand Rapids: Zondervan, 1983, pp. 87-89) SENTIDOSO bebé no útero tem sentidos e usa-os:"Entre a sexta e a sétima semana (...) se tocarmos suavemente os lábios, o bebé responde virando o corpo para um lado e fazendo um movimento rápido com os braços. A isto chama-se "total patern response" porque envolve a maior parte do corpo e não uma parte localizada."(L. B. Arey, Developmental Anatomy, (6th ed.), Philadelphia: W. B. Sanders Co., 1954)Às oito semanas, "se tocarmos o nariz do bebé, ele afasta a cabeça para longe."(A. Hellgers, M.D., "Fetal Development, 31," Theological Studies, vol. 3, no. 7, 1970, p. 26 )"A audição está presente no bebé 14 semanas após a concepção. Isto envolve um cérebro a funcionar e padrões de memória."(Cf. M. Clemens, "5th International Congress Psychosomatic," OB & GYN, Rome: Medical Tribune, Mar. 22, 1978, p. 7.)"Música muito alta leva o bebé a tapar os ouvidos. Aos quatro meses e meio, uma luz muito forte colocada sobre o abdómen da mãe, leva o bebé a tapar os olhos."(T. Verney & J. Kelly, The Secret Life of the Unborn Child, Delta Books, 1981, p. 49)"Aos dois meses umas batidas na bolsa de líquido amniótico resulta em movimentos dos braços... o cérebro recebe o estímulo, escolhe uma resposta e transmite um sinal aos braços".(Cf. M. Rosen, Learning Before Birth, Harpers Magazine, April 1978.)"As papilas gustativas começam a trabalhar entre a décima terceira e a décima quinta semanas de gestação."(Cf. Mistretta & Bradley, Taste in Utero, 1977, p. 62.)Todos os 20 dentes de leite estão presentes a meio da sexta semana.("Life Before Birth," Life Magazine, Apr. 30, 1965, p. 10)Convém observar que bebés com as características acima descritas podem ser legalmente abortados em Portugal. Conviria só saber quantas mulheres aceitariam abortar os seus filhos no caso de serem informadas com honestidade: "O seu filho ouve, vê, é sensível aos sabores, o cérebro trabalha, reage, afasta o nariz, o coração bate, já lá estão os dentitos ..."PENSAMENTO"Quando um adulto prepara algum movimento a partir de uma posição de repouso, a sua pulsação sofre um aumento alguns segundos antes do movimento. Da mesma forma, a pulsação do bebé aumenta seis a dez segundos antes de iniciar um movimento."(N. Lauerson & H. Hochberg, "Does the Fetus Think?" JAMA, vol. 247, no. 23, July 18, 1982.)EMOÇÕES"Hoje sabemos que o bebé dentro do útero é um ser-humano ATENTO ao seu meio e INTER-AGINDO com ele. Sabemos também que a partir do sexto mês (e eventualmente antes disso) tem uma vida emocionalmente activa." (Cf. T. Verney & J. Kelly, The Secret Life of the Unborn Child, Delta Books, 1981, p. 12)Talvez convenha repetir esta característica das "couves": "Sabemos também que a partir do sexto mês (e eventualmente antes disso) tem uma vida emocionalmente activa." Pela nona semana o bebé "aperta com os seus deditos qualquer objecto que se lhe coloque na palma da mão" (Cf.Valman & Pearson, "What the Fetus Feels," British Med. Jour., Jan. 26, 1980)"Sabemos que o bebé se move com uma graça deliciosa dentro do seu mundo flutuante, sabemos que o conforto determina a sua posição. Ele responde à dor e a qualquer toque, bem como ao frio, ao som e à luz. Ele bebe o líquido amniótico: bebe mais quando o líquido é artificialmente açucarado e bebe menos quando o sabor é desagradável. Ele acorda e adormece. Ele enfada-se com sinais repetitivos mas fica muito desperto mal aparece um sinal diferente."É este o feto que nós agora conhecemos e o feto que nós fomos um dia. É este o feto que nós vemos na obstetrícia moderna, o mesmo bebé que nós acompanhamos e tratamos antes e depois do nascimento, que antes do nascimento pode estar doente e precisar de diagnóstico e tratamento tal e qual como qualquer outro paciente."(Cf. A. Liley, A Case Against Abortion, Liberal Studies, Whitcombe & Tombs, Ltd., 1971) APRENDIZAGEM"A um nível elementar o bebé pode aprender dentro do útero"(Cf. T. Verney & J. Kelly, The Secret Life of the Unborn Child, Delta Books, 1981, p. 12)SONHOS"Usando ultrasons foi possível mostrar que os REM (rapid eye movements), que são característicos dos momentos em que se sonha, estão presentes em bebés com 23 semanas de gestação." (Cf . J. Birnhaltz, "The Development of Human Fetal Eye Movement Patterns," Science, 1981, vol. 213, pp. 679-681)"Depois deste estudo, já se encontrou sono REM em bebés com 17 semanas de gestação."(Cf. S. Levi, Brugman, American Medical Association News, February 1, 1983)INTENCIONALIDADEO Dr. Freud (neto do célebre psicanalista de Viena) acompanhou mais de 10000 ecografias e, segundo ele,"Parece que o feto tem muitíssima intencionalidade"Uma vez foi-lhe mesmo possível observar dois gémeos à luta (o que, naturalmente, supõe intenção!)(Cf. 1st International Congress, Pre & Peri Natal Psychology, Toronto, July 8-10, 1983) CHOROOs Bebés, antes de nascer podem chorar como qualquer bebé nascido. Só não se ouve por falta de ar, mas..."(...) [o médico] injectou uma bolha de ar dentro da bolsa de líquido amniótico e depois fez uma radiografia. Aconteceu, porém, que o ar cobriu a cara do bebé. Todo o processo, sem dúvida, o perturbou, pelo que no momento em que ele teve ar para inalar e exalar ouviu-se claramente o protesto de uma "baleia" vindo de dentro do útero. Na mesma noite a mãe telefonou ao médico para dizer que quando ela se deitava para dormir a bolha de ar voltava à cabeça do bebé e ele estava a chorar tão alto que nem ela nem o marido conseguiam dormir."(Cf. Day & Liley, Modern Motherhood, Random House, 1969, pp. 50-51).(Juntos pela Vida)
O Feto é Parte do Corpo da Mulher ?!
Um slogan outrora vulgar mas hoje mais esquecido diz que: «O bebé faz parte do corpo da mulher. O aborto mata uma parte do corpo, um parasita.»
Este slogan parece ter muitas falhas:
1. Com igual legitimidade se poderia dizer: «O bebé dentro da incubadora faz parte da incubadora. Matar o bebé dentro de uma incubadora é matar uma parte dela, matar um parasita».
2. «Um astronauta num foguetão é parte do foguetão. E como ele precisa do foguetão para sobreviver pode ser eliminado a gosto do dono do foguetão, tal como o bebé dentro do útero pode ser eliminado a gosto da dona do útero.»
3. A questão é que uma pessoa não deixa de o ser pelo facto de estar dentro de um espaço limitado de alguma forma. O astronauta é uma pessoa e os seus direitos resultam disso. Como um astronauta não deixa de ser pessoa quando está no espaço, não perde por isso nenhum dos direitos das pessoas. Na lógica abortista, o bebé na incubadora é um ser humano pessoa e por isso não-executável. Os seus direitos resultam do que ele é e não do sítio onde está. O mesmo se aplica ao bebé não nascido: poderá ser morto pelo que é e não pelo sítio onde está. E o que é ele? E porque não tem ele direito à vida? Sobre isto o slogan diz nada.
4. Se levarmos uma célula da mãe e uma célula do filho a um especialista em genética, ele dir-nos-á, facilmente, que se trata de células de dois seres humanos diferentes. Convém repetir: não é a célula de uma pessoa e outra célula de uma macaco, ou de um tumor, ou de um parasita. Tão pouco ele dirá que são duas células do mesmo ser humano. Nada disso: são as célula de dois seres humanos diferentes. A gravidez é uma forma diferente de pegar num bebé ao colo. Pode-se pegar num bebé com os músculos dos braços ou com os músculos do abdómen. Pode-se alimentar o bebé ao peito ou por transferências através da placenta. Mas os músculos que sustentam o bebé ou o mecanismo físico que o permite alimentar, são eticamente irrelevantes. O que conta é o que ele é, e sobre isso o argumento diz nada.
5. As partes do corpo da mulher não têm todas o mesmo valor. Uma pessoa que corta as unhas a outra, dificilmente poderia ser punida por isso, e qualquer mulher pode pedir que lhe cortem as unhas; quem cortar um braço a outra pessoa poderá ou não ser punido por isso e, se houver necessidade, a mulher poderá pedir que lhe cortem o braço (para a curar de um tumor, por exemplo); é duvidoso que um médico possa cortar um braço, a pedido da mulher, sem que haja necessidade da amputação; quem tira o cérebro a uma mulher será punido de certeza, ainda que lho tenha tirado a pedido da vítima. Neste quadro, e ainda que se aceite que o bebé faz parte do corpo da mãe, onde se coloca o bebé? Será uma parte protegida ou será uma parte sem protecção? É uma das partes do corpo à disposição da mãe, uma das partes que ela pode pedir que lhe tirem sem problemas, ou é uma parte protegida que não pode ser tirada nem com o consentimento da mulher? Sem esclarecer estes pontos o slogan vale nada: limita-se a tentar iludir a questão sem lhe responder. Em primeiro lugar, reduz um ser humano a parte de outro; e depois sugere que a mulher pode dispor dessa parte com a liberdade com que dispõe das unhas. Ou seja, o slogan faz duas simplificações que não consegue provar.
6. Mas ainda que o bebé fosse parte do corpo da mulher, teria sempre de ser considerada uma parte muito especial: afinal nenhum rim, coração ou fígado salta para fora de uma pessoa e em poucos anos começa a escrever poemas. E será que esta diferença não torna o bebé diferente das unhas, do apêndice ou de um tumor?
7. Este argumento não permite justificar os abortos por cesariana, posto que neste caso se mata o bebé quando já não está ligado à mãe. Assim, teríamos o absurdo máximo: pode-se matar o bebé embora nem todos os métodos sejam aceitáveis. Ou seja, o direito à vida resulta não do que o bebé é mas da forma usada para o matar. Imagine o leitor que a sua vida só está protegida no caso de o matarem com um tiro; no caso de o matarem com uma faca, o leitor já não tem direito à vida nem a sua morte é crime. Uma teoria curiosa! E se há alguma forma de justificar o aborto por cesariana, porque não se usa esse argumento em vez de recorrer a «o bebé é parte do corpo da mãe»?
8. Se tudo que se disse está errado, se o bebé for mesmo parte do corpo da mãe, e se daí resulta que a mãe o pode matar, então pode-se abortar ao longo de toda a gravidez! Logo, ou o slogan está errado, ou o aborto é aceitável durante os nove meses. Então, porque se legaliza só até ás dez semanas? Com que base se nega às mulheres um direito seu: o direito a abortar até aos nove meses?
Este slogan parece ter muitas falhas:
1. Com igual legitimidade se poderia dizer: «O bebé dentro da incubadora faz parte da incubadora. Matar o bebé dentro de uma incubadora é matar uma parte dela, matar um parasita».
2. «Um astronauta num foguetão é parte do foguetão. E como ele precisa do foguetão para sobreviver pode ser eliminado a gosto do dono do foguetão, tal como o bebé dentro do útero pode ser eliminado a gosto da dona do útero.»
3. A questão é que uma pessoa não deixa de o ser pelo facto de estar dentro de um espaço limitado de alguma forma. O astronauta é uma pessoa e os seus direitos resultam disso. Como um astronauta não deixa de ser pessoa quando está no espaço, não perde por isso nenhum dos direitos das pessoas. Na lógica abortista, o bebé na incubadora é um ser humano pessoa e por isso não-executável. Os seus direitos resultam do que ele é e não do sítio onde está. O mesmo se aplica ao bebé não nascido: poderá ser morto pelo que é e não pelo sítio onde está. E o que é ele? E porque não tem ele direito à vida? Sobre isto o slogan diz nada.
4. Se levarmos uma célula da mãe e uma célula do filho a um especialista em genética, ele dir-nos-á, facilmente, que se trata de células de dois seres humanos diferentes. Convém repetir: não é a célula de uma pessoa e outra célula de uma macaco, ou de um tumor, ou de um parasita. Tão pouco ele dirá que são duas células do mesmo ser humano. Nada disso: são as célula de dois seres humanos diferentes. A gravidez é uma forma diferente de pegar num bebé ao colo. Pode-se pegar num bebé com os músculos dos braços ou com os músculos do abdómen. Pode-se alimentar o bebé ao peito ou por transferências através da placenta. Mas os músculos que sustentam o bebé ou o mecanismo físico que o permite alimentar, são eticamente irrelevantes. O que conta é o que ele é, e sobre isso o argumento diz nada.
5. As partes do corpo da mulher não têm todas o mesmo valor. Uma pessoa que corta as unhas a outra, dificilmente poderia ser punida por isso, e qualquer mulher pode pedir que lhe cortem as unhas; quem cortar um braço a outra pessoa poderá ou não ser punido por isso e, se houver necessidade, a mulher poderá pedir que lhe cortem o braço (para a curar de um tumor, por exemplo); é duvidoso que um médico possa cortar um braço, a pedido da mulher, sem que haja necessidade da amputação; quem tira o cérebro a uma mulher será punido de certeza, ainda que lho tenha tirado a pedido da vítima. Neste quadro, e ainda que se aceite que o bebé faz parte do corpo da mãe, onde se coloca o bebé? Será uma parte protegida ou será uma parte sem protecção? É uma das partes do corpo à disposição da mãe, uma das partes que ela pode pedir que lhe tirem sem problemas, ou é uma parte protegida que não pode ser tirada nem com o consentimento da mulher? Sem esclarecer estes pontos o slogan vale nada: limita-se a tentar iludir a questão sem lhe responder. Em primeiro lugar, reduz um ser humano a parte de outro; e depois sugere que a mulher pode dispor dessa parte com a liberdade com que dispõe das unhas. Ou seja, o slogan faz duas simplificações que não consegue provar.
6. Mas ainda que o bebé fosse parte do corpo da mulher, teria sempre de ser considerada uma parte muito especial: afinal nenhum rim, coração ou fígado salta para fora de uma pessoa e em poucos anos começa a escrever poemas. E será que esta diferença não torna o bebé diferente das unhas, do apêndice ou de um tumor?
7. Este argumento não permite justificar os abortos por cesariana, posto que neste caso se mata o bebé quando já não está ligado à mãe. Assim, teríamos o absurdo máximo: pode-se matar o bebé embora nem todos os métodos sejam aceitáveis. Ou seja, o direito à vida resulta não do que o bebé é mas da forma usada para o matar. Imagine o leitor que a sua vida só está protegida no caso de o matarem com um tiro; no caso de o matarem com uma faca, o leitor já não tem direito à vida nem a sua morte é crime. Uma teoria curiosa! E se há alguma forma de justificar o aborto por cesariana, porque não se usa esse argumento em vez de recorrer a «o bebé é parte do corpo da mãe»?
8. Se tudo que se disse está errado, se o bebé for mesmo parte do corpo da mãe, e se daí resulta que a mãe o pode matar, então pode-se abortar ao longo de toda a gravidez! Logo, ou o slogan está errado, ou o aborto é aceitável durante os nove meses. Então, porque se legaliza só até ás dez semanas? Com que base se nega às mulheres um direito seu: o direito a abortar até aos nove meses?
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